COMBATE AO BULLYING E À VIOLÊNCIA NA ESCOLA
- Admin
- 16 de abr.
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Em 29 de Abril de 2016, a Presidente da República Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 13.277, instituindo o dia 07 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à violência na escola.
A inspiração para a criação da data, foi o massacre de Realengo, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde um rapaz de 23 anos de idade que sofreu bullying na infância, entrou em uma escola e matou doze crianças. Depois de ter sido atingido por um vigilante, cometeu suicídio.
Nos últimos tempos, há uma preocupação significativa com o mês de abril, em virtude de ser um mês com várias referências ao nazismo, haja vista que o mês de abril concentra datas relevantes associadas ao nazismo, entre elas o aniversário de Adolf Hitler, em 20 de abril de 1889, bem como a sua morte, supostamente ocorrida em 30 de abril de 1945. A associação a estas datas é frequentemente utilizada por grupos neonazistas.
Apesar de também haver a associação do mês de abril com o fim do regime, o mês continua sendo um mês sensível devido à exaltação neonazista ao nascimento do ditador.
Mas, o que é o bullying? A palavra bullying é derivada do termo em inglês Bully, que significa tirano, brigão ou valentão. Refere-se a atos violentos, intencionais e repetitivos, contra uma pessoa indefesa, principalmente crianças e adolescentes, podendo causar danos físicos e psicológicos às vítimas.
Bullying refere-se a atos agressivos, intencionais e repetitivos, caracterizados pela intimidação, humilhação, opressão ou assédio, geralmente cometidos por alguém mais forte ou até um grupo, contra alguém vulnerável.
O bullying é um comportamento que vai contra as normas e valores coerentes da sociedade, podendo ser expresso de maneira sutil, mas trata-se de um tipo de violência escolar. São atos de intimidação repetida contra indivíduos vulneráveis e incapazes de defesa. Os atos intimidatórios geralmente têm expectadores que, por medo de se tornarem futuras vítimas ou por prazer em ver a dor alheia, mantém-se neutros e inertes durante os atos.
Não se trata de apenas brincadeiras diárias entre alunos. É muito mais complexo. A vítima permite-se sofrer em silêncio. A dor é devastadora. O resultado é o declínio no rendimento escolar, isolamento e ausência às aulas.
A vítima, muitas vezes acredita ser merecedora dos atos intimidatórios e raramente encontra ajuda necessária, capaz de dar suporte, assim como o intimidador também não encontra quem o faça cessar e o conscientize para a boa convivência em grupo.
Abordar o tema bullying corresponde, ao mesmo tempo, prevenir contra o suicídio.
A questão do bullying se estende para os casos de agressão, invasão de escolas e assassinatos em massa em escolas.
O número de agressores em escolas é crescente e vem causando preocupação, o que nos relatos sobre os casos, tem-se dado o nome de “ataque em escola”. A definição de “ataque em escola” é um ataque armado e intencional contra uma instituição escolar, onde as vítimas podem ser alunos, professores e funcionários, onde um agressor, sozinho, em duplas ou em grupos tem a intenção de matar ou ferir as pessoas daqueles estabelecimentos.
São várias as situações de ataques já conhecidas:
Ataque em massa, em que os alvos dos agressores são todos os que estão na instituição. A intenção é, de fato, um ataque em massa, para eliminar o maior número possível de vítimas;
2. Assassinatos-suicídios, em que o agressor tem a intenção de matar uma ou duas vítimas e, logo em seguida, se suicidar;
3. Roubos, situações que terminam com vítimas, porque a intenção do agressor é invadir as instituições, para roubar e acabam atingindo pessoas da instituição, motivados por resistência ou resistência das pessoas locais;
4. Brigas, geralmente com armas, que terminam com vítimas, nas quais o(s) agressor(es) atingem os alvos com o propósito de ferir ou matar.
No Brasil, há vários registros de ataques a instituições escolares. Um dos ataques famosos é o Massacre de Realengo, conhecido como o massacre em escola mais mortífero do Brasil, onde Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-estudante, dirigiu-se para a escola onde estudou anteriormente e se apresentou como palestrante, por volta das 8 horas, conseguindo ter acesso ao local.
Oliveira entrou em uma das salas e começou a atirar nos estudantes, mirando no corpo dos meninos e na cabeça das meninas. Os alunos começaram a correr para fora da escola. Oliveira se dirigiu para a outra sala e começou a atirar novamente. Um sargento que estava na proximidade, percebeu a movimentação na escola e se dirigiu para ela, onde se deparou com Menezes. O sargento atirou em Menezes, atingindo-o duas vezes e depois Menezes se suicidou. O resultado foi de 13 mortos, incluindo Menezes e 22 feridos.
Pesquisando na internet, encontramos dezenas de relatos de ataques a escolas, desde os anos 60 até os dias atuais.
Para entender melhor os motivos desses ataques, é preciso identificar o perfil dos agressores:
Geralmente são ex-alunos;
Geralmente sofreram bullying ou são portadores de outras patologias;
Muitos dos ataques são uma resposta a frustrações passionais, ora com ex-colegas, colegas atuais ou com professores(as) por quem o agressor é apaixonado e a paixão não é correspondida;
É preciso observar que os agressores geralmente passam a usar roupas pretas, bonés, etc., usam símbolos com a caveira ou símbolos que se aproximam do ocultismo;
Na internet há muitos fóruns sobre nazismo, que são frequentados pela maioria dos agressores;
O agressor não age de impulso. Geralmente leva dias ou até um ou mais meses planejando o ataque;
Em geral, o agressor usa arma branca, como uma faca, facão ou machadinha.
O que fazer? Como agir? O espaço escolar mais favorável para as vítimas é aquele onde há um ambiente que proteja crianças e adolescentes de humilhações e intimidações e onde a escola tem práticas que defendam os estudantes do bullying.
Para isso, famílias, poder público e sociedade em geral devem se unir, reconhecendo, antes de mais nada, a existência do bullying.
A temática também precisa ser abordada em sala de aula. Sabe-se que os estudantes percebem a existência do bullying, mas têm dificuldade em descrever. Os estudantes identificam as ações de transgressão, mas não sabem como agir.
A Lei nº 13.277/2016, criou o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado no dia 7 de abril, em todo o Brasil. É um convite para o debate e discussão, bem como definição de práticas que visem prevenir intimidações e agressões na escola. A data é uma é uma referência ao Massacre de Realengo, ocorrido em 2011, no Rio de Janeiro.
A LDB – Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional, em seu Art. 12, já determina que instituições de ensino devem realizar ações de conscientização e definir medidas de prevenção contra a intimidação sistemática.
Considerando que o bullying afeta o desenvolvimento emocional, social e educacional dos estudantes, podendo causar marcas profundas, é preciso que as escolas promovam continuamente ações contínuas que tornem a escola um espaço de acolhimento e não de violência.
Prof. Uwe Roberto Strauss
EDUCADORPONTOCOM – Capacitação e Desenvolvimento



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