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Rio Grande do Sul - Brasil

PROFESSORES PREPARADOS PARA A INCLUSÃO

Escrito por Priscila Boy

   Na Idade Média, quando uma pessoa nascia com algum tipo de deficiência, ela era morta, com autorização do “Estado”, pois era considerada uma pessoa amaldiçoada por Deus. Quem porventura ficasse com a referida criança, estaria trazendo uma maldição para si.

    Com o passar do tempo, a elite também começou a ser “contemplada” com esse tipo de criança e então já não mais se matava os pequeninos, mas eles viviam isolados da sociedade e eram considerados incapazes.

    Surgem então as instituições especializadas, internatos, nos quais as crianças ficavam isoladas da sociedade, mas em contato com outras crianças também com deficiência. Há também a criação das escolas especiais, nas quais, infelizmente, o diagnóstico dos alunos, em vez de servir como ponto de partida para aquilo que a criança seria capaz de fazer, servia justamente para rotular aquilo que ela não poderia fazer. Essas escolas ainda não são suficientes para incluir verdadeiramente os indivíduos com necessidades especiais, como cidadãos que têm pleno direito à escolaridade.

    Evoluímos então para as escolas inclusivas. A garantia de acesso à educação está disposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Por causa dos artigos 58 e 59 da LDB, todas as crianças com necessidades especiais devem ser atendidas, preferencialmente, na rede regular de ensino.

    O caminho escolhido pelo MEC (Ministério da Educação) foi primeiro garantir o ingresso dessas crianças na escola para depois pensar em políticas de formação continuada. Isso tem causado muitos problemas na escola, uma vez que todos alegam não estarem preparados para lidar com esse novo desafio.

   Hoje existe uma capacitação oferecida pelo MEC, por meio de curso no nível de aperfeiçoamento e especialização, na modalidade a distância, por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB), e nas modalidades presencial e semipresencial, pela Rede Nacional de Formação Continuada de Professores na Educação Básica (Renafor), em torno da educação inclusiva. Muitas escolas, porém, sequer sabem disso. Se quiser saber mais sobre essa ação, consulte o site do MEC, na parte da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Essa ação é somente para a rede pública.

     Mas se você trabalha na rede privada, é possível formatar um programa de formação continuada com os professores, organizar temas, aprofundar questões.

     Como formatar um programa de formação continuada na escola?

   É indiscutível a importância da formação continuada para o desenvolvimento do trabalho e da equipe. Porém, um programa de formação continuada deve ser bem planejado para que seja eficiente e eficaz ao mesmo tempo. Sugerimos algumas ações que serão imprescindíveis para o sucesso dos encontros de formação na escola.

     1 Defina as datas previamente: As datas para o programa de formação continuada dos professores devem constar no calendário escolar e os professores deverão saber delas previamente, para que possam se organizar e, dessa forma, minimizar as ausências. É desejável que os encontros sejam sempre em um mesmo dia da semana.

     2 Planeje temas relevantes: Os momentos de estudo são boas oportunidades para trabalhar temas emergentes, tanto atendendo às demandas locais como às demandas que o mercado exige. É importante incluir nas formações momentos para formações pessoal e social do indivíduo e não somente temas acadêmicos, pois a formação continuada tem como meta o desenvolvimento integral do profissio­nal. É muito importante que ele amplie suas competências intelectuais, mas essas devem estar alinhadas com suas competências relacionais e afetivas.

     3 Seja pontual: Otimizar o tempo é a melhor forma de aproveitar bem os momentos de formação. Como não se dispõem de muitas horas, cada minuto deve ser bem aproveitado. Planeje, divida bem o tempo entre avisos, informes e estudo. Atrasos são inaceitáveis e dão ideia de desorganização.

      4 Dinamize as metodologias: São muitas as possibilidades metodológicas ao se conduzir um programa de formação continuada. É importante alternar as metodologias, a fim de dinamizar os encontros. Sem contar que há pessoas que se adaptam melhor a um ou a outro tipo de formato. Vejamos algumas possibilidades:

        - Palestra – instrumentaliza o indivíduo com conhecimentos teóricos.

    - Discussão em grupo – permite ao indivíduo participar ativamente, falando e discutindo. Na discussão grupal, o indivíduo participa de uma experiência de aprendizagem ativa, compartilha com o grupo, desenvolve habilidades de solução de problema e de decisão, valoriza as contribuições dos parceiros e se apercebem do valor do trabalho em equipe.

       - Relato de casos – consiste na apresentação de exemplos e práticas de sucesso, com o objetivo de enriquecer a reflexão sobre o trabalho desenvolvido.

 

       5 Avalie sempre: Toda atividade deve ser avaliada. A avaliação nos permite perceber a eficácia e eficiência do programa de formação continuada. Mais do que isso, permite-nos corrigir rumos e planejar ações efetivas durante o processo. Os professores devem ser encorajados e estimulados a contribuir com opiniões, textos e sugestão de temas.

        Monte um programa de formação continuada na sua escola, ou um grupo de estudos, com colegas que estejam interessados em crescer. Ao incluir essa prática, você vai se sentir mais seguro e estará cada dia mais preparado para lidar com os desafios que a inclusão nos proporciona.

        E claro, compartilhe essa experiência conosco, escrevendo para a revista ou enviando-me um e-mail.

 

Artigo publicado na edição de setembro de 2013.

http://www.profissaomestre.com.br/index.php/artigos/inclusao/540-professores-preparados-para-a-inclusao