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Rio Grande do Sul - Brasil

O MUNDO DENTRO DO COMPUTADOR

August 31, 2018

 

A tecnologia avança a passos largos. Fica quase difícil acompanhar. Quando achamos que estamos com o equipamento mais atualizado, outro melhor já está no mercado.

Lembro de 1991, quando saí do emprego em uma Indústria de Máquinas Agrícola, onde trabalhei por 7 anos e estava na função de comprador, para trabalhar em uma escola, como Professor de Matemática, Ciências e Música. Além disso, assumi o desafio de implantar e desenvolver o Laboratório de Informática Educativa.

Os equipamentos da época estão longe dos recursos e capacidade atual. Aqueles que são da geração com mais de 40 anos de idade lembrarão do Sistema Operacional MS-DOS, quando mal se ouvia falar do famoso Windows, da Microsoft.

Trazer o computador para a sala de aula animava professores, mas estes também manifestavam o receio de que "a máquina" substitua o professor.

Lembro também de diálogo com o Administrador de outra escola, onde atuei mais tarde, com um contrato concomitante ao primeiro, para ajudar no Laboratório de Informática. Neste diálogo, o Administrador, encantado com a possibilidade de usar e ampliar o uso da informática na escola, manifestou seu sonho de que imagina o dia em que todos os alunos tenham um terminal na sua classe, sendo que o professor não precisaria mais escrever na lousa. Bastaria trazer o conteúdo em um disquete e inserir no seu terminal, para que os alunos pudessem acessar diretamente.

Pode-se perceber o quanto a preocupação com o aspecto conteudista por parte dos professores era visível.

Nas duas escolas, usamos o Ambiente Logo, mais do que uma Linguagem de Programação, baseada nas pesquisas de Seymour Papert.

Ambiente Logo, porém, não recebeu a devida atenção pela grande maioria dos professores, que entenderam ser apenas um programa para desenvolver gráficos e desenhos. É aquele programa da tartaruguinha, né? Diziam eles.

No entanto, a parte gráfica do Ambiente Logo é uma pequena parcela dos recursos. A riqueza maior está na estrutura de "listas", com o uso de variáveis.

Lembro de atividade desenvolvida no Laboratório de Informática, em interação com as aulas de Língua Portuguesa, com alunos de 5ª Série do Ensino Fundamental, que desenvolveram programas para declinar verbos.
Para isso, usamos o conceito de "palavras-semente", da Drª Margarete Axt, da UFRGS.

Porém, o apelo consumista da indústria da informática trazia o apelo por softwares prontos, cujo princípio está na reprodução e no conteudismo, não na aprendizagem.

Os Ambientes Logo foram sendo reduzidos e sumiram das escolas.

Aos poucos, outras iniciativas tentavam resgatar o uso da tecnologia na escola, mas basicamente se resumem ao uso da internet para pesquisas ou softwares de simulação.

Nas escolas onde atuei, eu sempre insisti no uso da tecnologia com a educação. Há várias experiências interessantes. Os alunos tem contato com o computador desde a Educação Infantil. Softwares de simulação, internet, criação de jornais, comunicação entre escolas e em línguas estrangeiras, criação de VTG´s (Virtual Time Game), similar aos conhecidos RPG´s (Role-Playing Game), Robótica, etc.

Mas, você não precisa necessariamente ter equipamentos sofisticados, adquiridos de indústrias que produzem os equipamentos