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Rio Grande do Sul - Brasil

O QUE APRENDEMOS COM A GREVE DOS CAMINHONEIROS?

May 30, 2018

 

Os brasileiros já se encontram a nove dias envolvidos direta ou indiretamente com uma paralisação iniciada pelos caminhoneiros que pararam seus caminhões e deixaram de realizar os transportes de cargas, dos mais diferentes produtos e insumos.

 

A primeira lição que aprendemos a duras penas é que “o transporte é a base da pirâmide” que move os processos produtivos no país.

 

Partidos, grupos e centrais sindicais tentaram parar o Brasil e não conseguiram fazer com que seus movimentos passassem de um aglomerado de centenas ou milhares pessoas em pontos localizados. Os caminhoneiros conseguiram realizar o que os outros tentaram. Pararam o Brasil e se mostraram como uma nova força.

 

O que nós percebemos é que, enquanto temos combustível, não nos damos conta da sua importância. Combustível é o que faz o carro andar. Sem combustível, de nada adianta termos um automóvel. Descobrimos que um caro modelo básico do tipo Gol 1.0 com o tanque cheio tem mais valor do que um BMW 320i com o tanque vazio.

 

Hoje, depois de quase dez dias de paralisação nas estradas, aos poucos, a movimentação dos responsáveis pelo transporte no país tenta retornar a normalidade, apesar da tentativa de manutenção, agora supostamente por outros envolvidos ou que se envolveram na paralisação.

 

No início, parecia ser um movimento apenas dos caminhoneiros, sem uma liderança clara, mas com uma pauta de reivindicações específica. Aos poucos, a população aderiu ao movimento, mas acrescentando novos itens à pauta de reivindicações, muitos reivindicando também a intervenção militar no país e a queda do governo atual, além de outros pontos um tanto românticos, se considerarmos pautas de reivindicação popular.

 

Até este momento, não se via a participação de representantes de classe, partidos políticos e centrais sindicais. Agora, as manifestações já possuem a inclusão de outros elementos e os representantes de classe, partidos políticos e centrais sindicais já começam a aparecer.

 

Mas, e se ficarmos ou se ficássemos mais uma semana, duas semanas, um mês ou mais, com a paralisação dos caminhões? O que muda nos nossos hábitos?

 

Bastou a paralisação ser noticiada e a população correu aos postos de combustível e aos supermercados, abastecendo mais do que normalmente faz e estocando comida. Por outro lado, postos de combustíveis aumentaram o preço, já absurdamente alto, dobrando os seus valores e alimentos triplicando de preço.

 

Em dois dias, a população abasteceu os seus carros com mais combustível do que seria vendido em um mês. As gôndolas dos supermercados esvaziaram. A lei da oferta e procura teve um terreno fértil para se fazer valer e em proporções gigantescas, aumentando os preços de produtos e duplicando, triplicando ou multiplicando os preços por dez.