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Rio Grande do Sul - Brasil

QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS

October 24, 2017

 

O termo "qualidade" é um termo abrangente, utilizado em diferentes situações e em vários segmentos. Durante os anos 90, as escolas realizaram por uma avaliação do termo, quando este saiu do meio industrial e passou a ser discutido também na escola. No Brasil, o termo "Total Quality Control" foi traduzido para "Controle da Qualidade Total"

Na verdade, o termo significa, antes de mais nada, "Controle 'Total' da Qualidade". Parece ser apenas uma inversão, mas é uma inversão que faz uma diferença enorme.

Vamos trocar controle por gerenciamento ou "gestão". Fica mais bonito e não é tão agressivo. Na origem, o controle ou gerenciamento, ou, ainda, gestão da qualidade, tem por objetivo criar melhores produtos (ou serviços), a um preço mais baixo, aumentar vendas, melhorar os lucros e transofrmar-se em uma melhor organização.

Para John S. Oaklan, "qualidade" é simplesmente o atendimento das exigências do cliente, expresso de várias maneiras por diversos autores:

- Juran: "Adequação à finalidade de uso;

Deming: "A qualidade deve ter como objetivo as necessidades do usuário, presentes e futuras";

Crosby: "Conformidade com as exigências".

No Rio Grande do Sul, criou-se o "PGQP - Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade", segundo o qual, "a Qualidade Total visa a melhoria dos resultados de cada organização, melhorando, assim, a qualidade de vida de todos os cidadãos".

Na escola, o conceito de "qualidade" não tem indicadores tão concretos para "medir a qualidade", quanto na indústria e no comércio.

Pessoalmente, entendo que a escola é de qualidade, quando atende as suas finalidades e objetivos, propostos no seu Projeto Pedagógico e normatizados em seu Regimento Escolar e isto deve, de alguma forma, ser mensurável.

Em uma indústria que produz parafusos, por exemplo, a qualidade pode ser medida pela comparação das medidas dos parafusos produzidos com as normas estabelecidas, consideração e qualidade do material, durabilidade, custo para a produção e a produção do menor resíduo possível.

Nas escola, há uma dificuldade maior em descrever satisfatoriamente o seu "produto".

No entanto, a escola também tem os seus indicadores para "medir" a sua qualidade. Os resultados dos processos avaliativos são indicadores que devem ser olhados, considerando sempre uma certa subjetividade no processo avaliativo. cabe, então, à escola, criar mecanismos avaliativos do processo ensino-aprendizagem, que tenham a participação de todos os responsáveis pela avaliação, criando também mecanismos que permitam correção de eventuais distorções.

Tenho um carinho pelas rotina de planejamento, a partir das propostas de Gandin, com a avaliação do marco Referencial, a partir do Marco situacional, Marco Doutrinal e Marco Operacional ou Operativo.

O Marco Situacional (a nossa realidade atual) é identificado e reavaliado periodicamente. O Marco Doutrinal (a nossa "utopia") também foi estabelecido e recebe periodicamente um olhar, mesmo que normalmente não ocorram grandes alterações no Marco Doutrinal, visto ser uma visão de longo alcance. Assim, as correções e releituras deste marco têm uma periodicidade maior. A partir das relações e comparações entre o Marco Situacional e o Marco Doutrinal, estabelece-se o Marco Operacional ou Operativo, que é o que vai definir a caminhada da escola. A partir do Marco Operativo, estabelece-se um Plano de Políticas e Estratégias, a partir do qual é determinado o Plano de Ação ou Plano a Curto Prazo.