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Rio Grande do Sul - Brasil

SEMANA DA PÁTRIA

September 4, 2017

 

 

Decisões geralmente são difíceis de tomar e algumas vezes precisamos tomar decisões que nem sempre agradam a todos.

Pessoalmente, sempre procurei pautar minhas decisões com base em muita reflexão e com base em princípios que procuro sempre considerar: diálogo, ética e respeito às pessoas.
Há uma confusão entre conceitos como ética, moral, legal e civismo e afirmações muitas vezes usam estes conceitos de forma equivocada.
Estamos em uma época conturbada, com escândalos que aviltam o nosso dia a dia. Somos bombardeados diariamente com novas notícias de corrupção, desvios de verbas e, pasmem, atos cometidos por gestores públicos que deveriam arrecadar recursos para dar as condições mínimas à população: saúde, segurança, educação, saneamento e assistência social.
Pois bem, muitos destes gestores foram e estão sendo incompetentes para isso, porque arrecadaram e arrecadam os recursos que saem dos nossos bolsos, em forma de impostos, e não souberam realizar a devida gestão destes recursos.
Semana da Pátria é um momento para estas reflexões. Isto envolve conceitos como ética, moral e civismo. Em conjunto com o conceito de "o que é legal", estes caminham muito próximos, mas não são a mesma coisa.
Não se confunde ética com moral, moral com legal e legal com ético, ainda que caminhem juntos e muito próximos.
O renomado professor e filósofo Mário Sérgio Cortella define muito bem esta relação quando fala que "Tem coisas que eu quero, mas não devo, tem coisa que eu devo, mas não posso e tem coisa que eu posso, mas não quero”. Segundo Cortella, ética "é o conjunto de valores e princípios que utilizamos para escolher as três grandes coisas da vida: Quero? Devo? Posso?"

Tomar uma decisão sempre deveria ser pautada no princípio da ética. Os governantes atuais deveriam decidir com base na ética. Na ética da sobrevivência, na ética da solidariedade e, principalmente, na ética da valorização da vida.

Assim, não teríamos o caos na segurança, na saúde, no saneamento básico e - especialmente, mas não com maior importância do que os outros setores - na educação.

Ao contrário do que gostaríamos, vemos hoje uma sociedade com instituições educacionais públicas sucateadas; instituições educacionais privadas fechando; servidores da segurança pública em estado de calamidade, com as suas famílias passando fome; estados inteiros falidos; servidores públicos estaduais com salários parcelados e funcionários de instituições privadas demitidos, sem receber as verbas rescisórias, etc.

Nesta semana da pátria, que tal refletir sobre isso e, quem sabe, tomar alguma atitude. A primeira atitude que pode ser tomada, é refletir sobre o último voto nas últimas eleições. O seu candidato a algum cargo executivo está cumprindo com o seu papel? O seu candidato a algum cargo legislativo está sendo coerente com a proposta dele e alheio às denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e propina, das quais ultimamente se tem notícias?

Manter o seu voto ou mudar o voto nas próximas eleições é uma decisão ÉTICA, mas também é uma decisão CÍVICA e é sobre isso que deveríamos pensar nesta semana da pátria. 

Sempre terá aquele que dirá que a semana da pátria é momento de comemorar a independência. Independência? Que independência? Nos tornamos independentes do que ou de quem? Estamos presos ao que é ditado pelo "mercado".

A independência do Brasil se dá na construção diária, na busca de uma educação de qualidade, na busca da igualdade social e na busca da dignidade humana, com respeito à vida.

Isto não deve ser somente retórica. Deve ser a prática diária de cada cidadão. Somente assim, teremos verdadeiramente uma pátria independente.