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Rio Grande do Sul - Brasil

TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

July 15, 2016

 

Lembro-me com algum saudosismo dos anos 90. Era o ano de 1991, eu estava iniciando a minha carreira na educação e as escolas começavam a falar no uso de computadores na escola, equipamento que, em algumas instituições já fazia parte da realidade cotidiana, porém, com a finalidade de uso administrativo.

Comparados com os equipamentos atuais, as máquinas daquela época eram verdadeiros dinossauros. Um equipamento do tipo PC tinha uma CPU, feita com chapa de metal pesada e bastante rústico, se comparado com os modelos atuais, além de um monitor (ainda em tela verde), um teclado rústico. O componente "mouse" era um componente de luxo, presente apenas em algumas máquinas.

O Windows recém estava sendo lançado e poucas máquinas possuíam um HD. Os dados eram armazenados em disquetes flexíveis, primeiro em tamanho de 7 1/4" (conhecido por "bolachão"), depois reduzidos para 5 1/4" e, por último os disquetes de 3 1/2", que duraram um bom tempo.

O primeiro Laboratório de Informática onde atuei, em uma escola do interior do RS, tinha equipamentos da família "MSX", cujo desenvolvimento não prosperou no Brasil. Os equipamentos eram ligados a um aparelho de TV.

Dois anos depois, passei a atuar também em um Laboratório de Informática de outra escola em uma cidade vizinha, distante 13 Km, com equipamentos IBM. Eram sete computadores modelo XT e três computadores já da geração 286.

Em 1997, comprei o meu primeiro computador para usar em casa. A máquina tinha um HD de 1,2 Gbytes (1.200.000 Bytes) e uma memória RAM de 12 Mbytes. Hoje em dia, as máquinas tem HD´s de 1,0 Terabyte (1,0 x 10e12).

Hoje temos infinitas opções para uso de equipamentos informatizados. Qualquer smartphone é muito mais potente do que as máquinas acima, dos anos 90.

Já se passaram 25 anos, desde aqueles primeiros anos do advento da informática na sala de aula, mas ainda vejo professores não sabendo o que fazer com a tecnologia em sala de aula.

A prática de ensinar a usar o computador já não é mais desafio na escola. Os adolescentes e jovens, e porque não dizer as crianças, sabem usar melhor estes equipamentos do que os adultos.

Lembro das minhas discussões (produtivas) com o administrador de uma escola, lá pelos idos anos 90, quando este dizia que o seu sonho era ver a escola com um terminal de computador em cada classe de aluno e um terminal na mesa do professor. Assim, o professor poderia vir com a aula preparada em seu "disquete" e o aluno poderia acessar o conteúdo do seu terminal, na sua mesa, sem necessitar "copiar" o conteúdo. A pergunta que eu fazia era: "o que mudou?".

Sim, o que mudou? A inovação não está no fato de ter ou não ter equipamento informatizado, mas a metodologia utilizada pelo professor. É a crítica de Pedro Demo, quando insiste na prática do "professor-pesquisador".

Enquanto o professor permanecer sendo "conteudista", o uso da tecnologia somente vai dar alguma cor e movime