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Rio Grande do Sul - Brasil

HISTÓRIA SOBRE UM GRAXAIM E UMA LARVA BRANCA

May 27, 2016

 

 

Kaxo

 

 

“Haguara´í ha´e jaxyta.

Peteingue jê haguara´i peixa ijayvu ni peteí ndai´ipo xegui onhave

va´e he´i. Xeerei nhi´ã, anhavy ní xekane´õ va´e´y he´i haguara´i.

Ha´e rire je haguara´i oo jaxyta ropy, onha água re ijayu vy.

(...)

 

Não... não houve problema na página. O texto acima é assim mesmo. 

Trata-se de uma parte de um texto de uma das muitas histórias contadas na Tekoá Ka Aguy Poty, aldeia flora da Mata de Estrela Velha/RS e conta uma história sobre um graxaim e a larva branca. 

A história foi contada por um indígena guarani ao seu neto.

 

História como esta são contadas sobre as mais diversas situações. Uma caçada a um tatu pode acontecer e, logo depois de terem almoçado o tatu, o caçador conta para os demais como foi a caçada. Todos escutam. É assim que as crianças Guarani aprendem a ouvir as histórias dos mais velhos e se interessam a fazer "mondeo", uma pequena armadilha para caçar tatu, feita com um grande número de varinhas.

 

Trago esta história, já utilizada diversas vezes, tirada de um livreto editado pelo COMIN - Conselho de Missão Entre os Índios, setor de trabalho da IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, alusivo à Semana dos Povos Indígenas, em 2009, com um propósito diferente daquele usado quando da edição do livreto.

 

A pequena história nos remete a refletir sobre como nós estamos lidando com a relação com as nossas crianças e jovens.

Neste mundo moderno, nos ocupamos tanto com os afazeres do dia-a-dia, com a necessidade de cumprir com os nossos compromissos, que esquecemos de coisas simples como sentar como nossos filhos, para contar histórias, a partir de coisas básicas do dia-a-dia.

 

As crianças de hoje não conhecem mais brincadeiras que não ocorram a partir de um software de computador ou que não sejam "on-line" e, quando ocorrem, costumam gerar uma necessidade de "medir forças" entre dois ou mais oponentes.

 

Precisamos dar mais tempo aos nossos filhos, às nossas crianças e jovens. Sabemos o que eles estão pensando, sentindo, fazendo? Precisamos conversar mais com eles, contar nossas histórias e ouvir as histórias deles.

 

Onde está o seu filho agora? Com quem ele está? O que ele está fazendo?

O respeito, que tanto exigimos de nossas crianças e jovens, vem pelo exemplo. 

 

Como podem seguir o "nosso exemplo", se não damos este tempo a eles. Consequentemente, o exemplo virá de outras experiências, de outros ambientes e de outras pessoas. Sabe se lá que exemplos virão.

 

 

Prof. Uwe Roberto Strauss

www.educadorpontocom.com.br

e-mail: urstrauss@terra.com.br