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Rio Grande do Sul - Brasil

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ALUNO DO ENSINO FUNDAMENTAL

May 6, 2016

Aos sete anos, a criança ingressa numa fase de forte escolarização.
Aprender a ler e a escrever não é apenas um conteúdo do 1º Ano do Ensino Fundamental, é símbolo do que a escola significa como instituição, porque é a isso que os pais associam o local quando querem contar aos filhos o que virá pela frente. As crianças chegam às séries iniciais mais conhecedoras do mundo, por causa dos estímulos eletrônicos, visuais e escritos que vêm recebendo desde a educação infantil.
Cognitivamente, estão adiantadas, reconhecem especialistas, mas não apresentam igual desenvolvimento motor ou afetivo. A defasagem motora se manifesta na tarefa de cópia, por exemplo. Acostumadas ao mouse, as crianças encaram com dificuldade o baixar e levantar a cabeça para repetir no caderno, usando um lápis na mão, o que lêem no quadro. Respeitar os limites das linhas também é um aprendizado a ser conquistado. Os recreios são elétricos; é a hora e o local em que se extravasam a energia contida em casa, onde geralmente não têm espaço para atividades físicas primárias.
Nos sete anos seguintes, essa escolarização tende a ficar mais complexa, principalmente a partir da 5a série, quando os conteúdos se segmentam em até uma dezena de disciplinas.
A estrutura escola mais fixa, com horários e compromissos ainda não experimentados na educação infantil, exige uma postura da criança que vai parecer maturidade. Mas, em geral, isso é bastante superficial. Afetiva ou socialmente, ela ainda oscila muito. Não há uma regularidade.
Normalmente, são bem abertos, falam tudo para a professora, contam na escola muito do que acontece em casa e vice-versa.
Nas séries seguintes, há curiosidade sobre o corpo do outro, mas não com intuito sexual, sem leitura maliciosa. Aparecem brincadeiras do tipo: os guris são empurrados para dentro do banheiro feminino por outros meninos, apontam/comentam entre eles quando vêem a calcinha das meninas.
Na competição entre amigos, risco no afrontamento físico para medição de forças, para demonstrar poder. Já há os melhores amigos, mas são comuns pequenas brigas, juras de nunca mais se falarem – que duram poucos dias, às vezes horas.
No 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental, apresentam pensamento intuitivo, dominam conceitos de espaço, tempo e causa. A compreensão passa pela fantasia, daí o interesse por histórias em que apareçam situações familiares, fábulas e contos de fada.
Adaptar-se a uma rotina mais regrada e aprender a respeitar horários é tão importante como as primeiras noções de escrita ou de matemática no 1º Ano. Para isso, os pais são importantes. É época de assegurar hábitos de estudo.
No 3º e 4º Anos, terão capacidade para classificar, enumerar e ordenar. A criança ganha independência na leitura. Sabe a diferença entre o real e a fantasia. Têm autocrítica e são capazes de criticar os pais.
A partir do 5º Ano do Ensino Fundamental, a exigência de cadernos limpos, bonitos e com letra legível por vezes pode parecer impossível muito pela questão biológica. Organização é o maior desafio para quem ingressa na puberdade, precisa dar adeus à infância desconhecendo o que virá a seguir.
Até o 5º Ano do Ensino Fundamental, manter atenção na sala de aula é suficiente para responder bem aos estímulos. A partir do 5º Ano do Ensino Fundamental, será preciso ter um horário em casa para estudar. Agendas, para se organizar com datas de provas e trabalhos, ajudam.
No 7º Ano do Ensino Fundamental, as operações formais iniciadas no 5º Ano dão um impulso. Esse pensamento formal significa conseguir abstrair, para entender, por exemplo, análises sintáticas em língua portuguesa, frações em matemática ou o conceito de volume em ciências.
A escola, ao analisar o aluno e discutir “o que aprender” e “o que ensinar” , tem como pressupostos o que segue:
 
Existem, basicamente, pelo menos duas correntes para explicar o conhecimento:
 
1.    VISÃO ONTOLÓGICA (EMPÍRICA):
1.1.  o CONHECIMENTO ESTÁ PRONTO;
1.2.  Alguns “iluminados” construíram o conhecimento e isto não muda;
1.3.  São inteligentes os que memorizam conteúdos;
1.4.  São verdades imutáveis:
1.4.1.    “Isto se ensina...”
1.4.2.    “Ensinar é repetir conteúdo...”
1.5.  O papel da escola é trazer o conteúdo sistematizado (mastigado);
1.6.  O papel do professor é passar o conteúdo...
1.7.  Qualidade = Quantidade
 
2.    VISÃO “CONSTRUTIVISTA”:
2.1.  o Ser Humano é sujeito da história;
2.2.  Conhecer é representar mentalmente o objeto;
2.3.  Não há seres mais sábios e outros menos sábios;
2.4.  Não se fala em verdades prontas. A verdade é construída por nós. Não temos mais um modelo a seguir;
2.5.  Papel da escola: local para organizar as idéias;
2.6.  Papel do professor: instrutor e facilitador (ou dificultador???) do acesso ao conhecimento
 
O QUE É ENSINAR? Nós não queremos passar conteúdos, mas aquilo que serve à re