© Todos os direitos reservados
     Criado por:

WERKSTATT STUDIODESIGN

EDUCADORPONTOCOM Capacitação e Desenvolvimento é pessoa jurídica, registrada no CNPJ sob o nº 27.900.272/0001-02
Rio Grande do Sul - Brasil

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS ELEFANTES

October 4, 2015

Geraldo Vandré, cujo nome real é Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, advogado, cantor, compositor e violonista brasileiro, conhecido como um dos mais célebres da musica popular brasileira chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, com o sucesso Disparada, em parceria com Theo Barros, interpretada por Jair Rodrigues.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção, da TV Globo, com a célebre Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores, canção repetida inúmeras vezes em movimentos sociais e que se tornou uma espécie de hino de resistência do movimento estudantil e civil contra a ditadura durante o governo militar.

A música foi censurada, pois o refrão “vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer...” foi interpretado como um chamado à luta arma contra os ditadores.

Quando menino, sempre me fascinavam os elefantes do circo. Aquele animal enorme fazendo demonstrações de força, tamanho e peso descomunais não pode deixar de chamar a atenção do público.

Sempre achei que ele está sempre sorrindo, ora com os olhos, ora com a boca.

O elefante é um paquiderme gigantesco, pesando toneladas, orelhas grandes, nariz alongado e dentuço e foi objeto de estudo das zoólogas americanas Cynthia Moss e Joyce Poole, que observaram durante 13 anos um grupo destes animais no Parque Nacional do Amboseli, ao pé do Kilimanjaro, no Quênia, África Oriental.

A grande descoberta das duas zoólogas é relatada no livro Elephant Memories (Memórias de Elefante) é que estes animais possuem uma rede de vínculos sociais muito mais complexa do que a dos tão estudados chimpanzés e gorilas, por exemplo.

O centro da estrutura social dos elefantes é a família. Uma “família” de elefantes geralmente tem cerca de dez a trinta espécimes. A “família” é comandada por uma fêmea mais velha, obedecida por todos, com exceção dos machos adultos.

Quando chegam a uma idade próxima de sessenta anos, os elefantes começam a perder os seus dentes e morrem em seguida.

Os elefantes convivem em comunidade e apoiam-se mutuamente. Se a vegetação for abundante, mais de cem animais podem se reunir e pastar em grupo. Um elefante pode comer até cerca de 225 Kg de vegetação, o que equivale a 3% de seu peso. Comparando com um homem de cerca de 70 Kg, isso equivale a ingerir cerca de 2 Kg de comida.

Apesar do seu tamanho descomunal, há uma preocupação com a fragilidade do elefante.

Em um circo, por exemplo, ao final das apresentações, pode-se perceber o elefante amarrado pela perna a uma frágil estaca. Mas porque ele não se liberta? Ele facilmente arrancaria a estaca, com a sua força.

Acontece que o elefante é preso a uma estaca desde que é pequeno. Certamente, ao ser amarrado a primeira vez, o filhote de elefante empurrou, puxou e suou, tentando  soltar-se. Certamente não consegue, porque a estaca é mais forte que ele.

É bem provável que ele vá adormecer cansado e que vá tentar novamente no dia seguinte... e no dia seguinte.. e no dia seguinte...

Depois de algum tempo, ele se resigna ao seu destino. Ele desiste de tentar e não o faz porque acha que não pode.

Os elefantes se ajudam uns aos outros. Quando um elefante cai ou está debilitado, tendo dificuldades para levantar ou andar, os outros o apoiam. De cada lado do elefante debilitado, outro elefante se coloca e o ajuda a levantar, mantendo-o no meio de dois elefantes, ajudando-o a andar. Assim os dois elefantes se apoiam.

Os elefantes nos trazem algumas lições e, neste sentido, temos muito a aprender com os elefantes.

Quantas vezes nós também não nos prendemos a estacas mentais e achamos que não podemos? Ficamos presos a estacas do passado e estas nos impedem de avançar? Quantas vezes caímos e não temos alguém que se coloca ao nosso lado para nos ajudar a levantar?

Nesta época de nuvens negras, de uma crise que assola o país, talvez seja o momento de aprender com os elefantes e esquecer as estacas mentais. Ajudar-nos uns aos outros é uma forma adequada e que trará sucesso, para atravessar este mar revolto.

Afinal, o melhor é seguir adiante. Esperar não é saber e quem sabe, faz a hora, não espera acontecer.