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Rio Grande do Sul - Brasil

ERA UMA VEZ...

December 30, 2014

... uma rainha que vivia em um grande castelo.
Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho mágico. Um dia, querendo avaliar sua beleza também, ela perguntou ao espelho:
- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?
O espelho olhou bem para ela e respondeu:
- Minha Rainha, os tempos estão mudados. Esta não é uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta, eu preciso de alguns elementos mais claros.
Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:
- Como assim?
- Veja bem - respondeu o espelho - em primeiro lugar, preciso saber porque Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja: o que pretende fazer com minha resposta? Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessaos, ou sua avaliação visa ao desenvolvimento da sua própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando normas ou critérios predeterminados? De qualquer forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultaods.
E continuou o espelho:
Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina com que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer esta análise?
Por exemplo, se consultar somente os moradores do castelo vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, poderei ter outra resposta.
Entre a turma da Copa ou mesmo entre os anões, a Branca de neve ganha estourado. Mas, se perguntar aos seus conselheiros, acho que minha rainha terá o primeiro lugar.
Depois, ainda tem o seguinte - continuou o espelho:
- Com vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação?
Finalmente, concluiu o espelho: - Será que estou sendo justo? Tantos são os pontos a considerar...

 

(adaptado de Utilization Focused Evaluation. Londres, Sage Pub.1997, de Michael Quinn Patton)

 

A historinha é uma adaptação criativa e divertida de Michael Quinn Patton sobre a fábula de Branca Neve.
Porém, a história nos mostra, de forma divertida, alguns traços de um processo de avaliação.
É frequente ouvir os alunos perguntando sobre como é o processo de avaliação e não há problema nenhum nisso. Mas, é importante que se considerem alguns aspectos da avaliação que não se pode deixar passar.
A forma como o Espelho Mágico se posiciona é uma forma exagerada e caricaturizada das necessidades de se considerar diferentes aspectos durante a avaliação.
Falamos com frequência em valiação Diagnóstica, pela necessidade do professor diagnosticar o desempenho do aluno e se foram atingidos os objetivos propostos, ao finl de uma unidade de estudo. Neste caso, não é somente aluno que está sendo avaliado. O professor também se avalia. Emporque não, o próprio aluno poder se avaliar.
A avaliação tem a função de diagnóstico, por intermédio de instrumentos de avaliação, que podem ser exercícios, testes de verificação, questionários, perguntas orais, trabalhos, etc...
A característica de diagnóstico permite ao professor avaliar o seu trabalho ao final de uma unidade ou de um estudo. O aluno deve aproveitar a oportunidade para também avaliar o seu desempenho e retomar estudos no que for necessário.
Em algum momento, durante um determinado período, é necessário pontuar o desempenho do aluno. Para isso, passamos a utilizar instrumentos de avaliação parciais, com avaliações em forma de teste de conhecimentos, com peso menor do que uma avaliação mais abrangente, de caráter bimestral ou trimestral, dependendo do caso. 
Uma avaliação tem sempre caráter cumulativo. Ser cumulativa, não significa "acumular pontos". Avaliação cumulativa signifca que segue-se o conceito de que o indivíduo não tem uma "média de conhecimento". O indivíduo acumula conhecimentos. 
Hoje eu sei mais do que ontem e amanhã saberei mais do que sei hoje. O que se aprendeu não se deaprende.
Quem aprende a andar de bicicleta, por exemplo, adquire habilidades e competências. Uma vez adquirida a habilidade, gera competências e estas o indivíduo não perde mais.
Outro aspecto a ser considerado e é normativo em avaliação, junto com o critério de cumulatividade, é o conceito de que "os aspectos qualitativos preponderam sobre os quantitativos". OU seja, traduzindo em linguagem mais simples, não importa à escola identificar a quantidade de conhecimento, mas a qualidade do conhecimento.
Assim, é importante direcionar a preocupação com a avaliação para a qualidade do conhecimento e não com a preocupação com os resultados absolutos dos instrumentos de avaliação.
O que importa é que é preciso estudar, estudar e estudar muito. Estar preparado para ser avaliado a qualquer momento. 
No mundo externo, fora dos muros da escola, esta é a realidade. Ninguém vai avisar que estarão sendo avaliados. E, quando chegar o momento, é preciso obrigatoriamente estar preparado.