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Rio Grande do Sul - Brasil

CONSERVADOR OU REVOLUCIONÁRIO?

October 12, 2014

Gosto de ser crítico a termos e conceitos criados e que, com o passar do tempo, passam a expressar uma posição que, na boca do povo, passa a ter uma conotação diferente da original.
Assim é, por exemplo, com a palavra RADICAL (talvez um dos conceitos mais deturpados na linguagem popular). O conceito “radical” é atribuído àquele que é contrário a tudo, que se opõe a todos os conceitos e ideias. Enfim, um indivíduo “radical”, muitas vezes, é colocado à margem, porque a população em geral com concorda com os seus pensamentos.
Ora, “radical” tem origem na palavra “raiz”. Assim, radical não é aquele que é contra tudo e todos. Radical é aquele que “vai na raiz da questão”.
Da mesma forma, o termo CONSERVADOR é atribuído àqueles que se opõe ao novo, se opõe às mudanças, se opõe às transformações.
Em oposição ao termo CONSERVADOR, o termo REVOLUCIONÁRIO, atribuído àqueles que defendem a mudança ou ruptura, em oposição aos que defendem a preservação do “status quo”.
Pois bem, a origem dos termos nos remete ao final do Século XVIII, período da Revolução Francesa, quando as utopias geraram instabilidade política e crise social na França. Vem deste período o pensamento “conservador”, que busca “preservar” princípios e valores atemporais, que devem ser conservados.
Na voz dos conservadores, o individualismo e as promessas de liberdade irrestrita conduzem ao estatismo e ao totalitarismo      . Para estes, a estratégia de dissolução da sociedade e das suas instituições tradicionais gera um vazio que abre caminho ao crescimento da máquina estatal.
Assim, os “conservadores” buscam “preservar” as instituições intermediárias da sociedade (família, igreja, comunidade local, etc...), colocando-se em oposição tanto ao individualismo como ao estatismo e ao coletivismo.
Pois bem, é nesta linha de raciocínio que vejo o grande embate nas eleições atuais. A oposição entre o pensamento “conservador” e o pensamento “revolucionário”.
A minha opção neste momento não está em definir quem está certo ou quem está errado. A questão é avaliar o que está por trás de cada um dos pensamentos.
O pensamento “revolucionário” se aproxima daqueles movimentos, partidos e partidários de quem contribui para a dissolução da sociedade atual e das suas instituições tradicionais. O vácuo gerado por este processo permite o crescimento de teses que defendem a hegemonia da máquina estatal, em contraponto à iniciativa privada.
O pensamento “conservador” (porque não “preservador”?) se aproxima daqueles que defendem a manutenção das instituições “tradicionais” e históricas (família, igreja, escola, comunidade local, etc...). A manutenção das instituições permite a convivência entre sociedade privada e estado.
Afinal, não existe “o Estado” e “nós”. Nós integramos o Estado. Nós somos Estado. As instituições que o pensamento “revolucionário” quer sucumbir são Estado.
O Estado precisa e deve criar mecanismos de gestão e controle e, para isso, é mister criar normas e legislação adequada. No entanto, as instituições “família”, “igreja”, “escola”, “comunidade local” não devem sucumbir (e não irão sucumbir), sob pena de perdermos nossa autonomia e identidade para uma ordem denominada pelos “revolucionários” de “Estado”.