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Rio Grande do Sul - Brasil

OS COMBINADOS

August 6, 2014

É incrível imaginar que coisas tão simples tenham caído no esquecimento. A preocupação com uma escola moderna, que evoluísse justamente com o avanço tecnológico, acabou por criar um grande abismo entre educadores, educandos, pais, funcionários e direção. Lembro-me de minha escola com orgulho, prazer, alegria e satisfação. É claro que nem tudo era festa: tínhamos momentos de dificuldade que, no entanto, não nos tornavam garotos agressivos e sem limites.
Não importa se é educação infantil, ensino fundamental, médio, superior; não importa  a idade, as regras e os limites fazem parte da vida social e, desde cedo devemos aprender a conviver com elas. Sendo assim, se desde pequenas as crianças aprenderem a conviver com os combinados, observaremos que serão jovens e, posteriormente, adultos que saberão que não há como passar a vida fazendo tudo como se quer. Acredito que educadores e pais devem ajudar as crianças a aprimorar suas formas de convivência, tornando-se mais agradáveis, alegres, felizes e sociáveis - o que não significa submissas.
Costumo flar que o professor é o chef para o aluno, faminto, mas que não quer comer. Cabe então ao professor preparar a comida (a entrada, o prato principal e a sobremesa). No entanto, essa comida tem que ser acompanhada de uma bela apresentação, para aguçar o paladar do aluno com os olhos e a mente. Agora, servido o prato educacional, cabe ao aluno degustá-lo. Esse processo vai ter um bom resultado ou não, de acordo com o tempero que colocamos (amor, conhecimento, dedicação, prazer, satisfação, realização); sem dúvida, teremos a construção do aprendizado de um corpo de conhecimento responsável pela qualidade de vida e do intelecto.
Quanto aos pais, não têm que ter medo de não saber um tema, um assunto etc...; cabe, nesse momento, despertar nos filhos o interesse de estudar para aprender e não para decorar. É importante lembrar que, na vida, na é totalmente certo ou errado. Muitos pais, no entanto, acham que os filhos não podem ter frustrações. São eles que farão com que a criança perceba que nem tudo acontece de acordo com a sua vontade e que existe um mujndo coletivo que deve ser levado em consideração.
Finalizando, gostaria de lembrar que, no mundo, precisamos aprender que temos regras e limites a serem seguidos, como também que não devemos nos tornar coniventes com a impunidade.
O maior vitorioso é aquele que vence a si próprio, vence seus anseios e conquista seus objetivos.

 

Eduardo Nahum

(Texto recebido na Reunião de Diretores da SMECD - Antônio Prado/RS)