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Rio Grande do Sul - Brasil

NOSSA HISTÓRIA É QUE FOI DERROTADA

July 9, 2014

Bem, pessoal! 
Brincadeiras a parte (eu brinquei no facebook, durante o jogo do Brasil x Alemanha, neste dia 08 de Julho, me diverti e muitos fizeram isso. Quem não brincou com a derrota do Brasil no jogo de hoje, que atire a primeira pedra), é hora de avaliarmos o que aconteceu hoje. Quem torce por um time, sofre e sofre mesmo. Já fiz isso, já elevei a minha adrenalina ao limite máximo, acompanhando a seleção brasileira, em outras copas.
Já fazem umas duas copas do mundo que eu até assisto aos jogos da seleção brasileira, mas não torço mais com o mesmo fervor, ainda que lá no fundo do meu coração eu quisesse ver a minha seleção vencer. Desde que ouvi a suspeita sobre o suposto "mal estar" de Ronaldo, na copa de 2006 e o descaso de Ronaldinho e outros jogadores, fatigados pelas noites de festa em boates, passei a me perguntar o que me leva a torcer por uma seleção fruto de um verdadeiro "circo armado".
Nesta Copa do Mundo de 2014, a "Copa das Copas", me detive a observar a mídia, observar as pessoas e me dar conta de algumas barbaridades que se cometeu, entre elas o destino de milhões para a construção de um estádio em Manaus, onde sequer tem um time de futebol e o acesso é precário. 
Não estou nem falando da suposta "compra" da copa do mundo. Isso não existe. É fofoca da oposição. O que existe é a manipulação da mídia sobre as massas. 
Temos que nos dar conta que todos nós somos consumidores e consumidores em potencial. Consumimos o que a mídia divulga. Esta é a grande razão para se realizar uma Copa do Mundo no Brasil.
A outra razão é que realizar a Copa do Mundo atende ao princípio mais antigo de manipulação da massa popular: "Pão e Circo ao povo". Esta prática dos governantes é tão antiga quanto a história. No Império Romano, a massa popular se deixava levar pelos espetáculo massacrantes e sangrentos dos gladiadores.
O que me causa indignação é que esta prática foi utilizada por um governo totalitário, durante os anos de chumbo, na época da ditadura militar e se repete com os atuais governantes, oriundos do clamor popular por mudanças.
Render-se a esta prática é que é repugnante e motivou brincadeiras nas redes sociais, como se fosse uma catarse de tudo o que vem subindo pelo meu esôfago e causando mal estar com a condução do nosso país.

Não estou falando que os governantes anteriores eram melhores (nem piores) do que os atuais. Estou tão somente me referindo ao uso de práticas conhecidas em governos anteriores e que se repetem no governo atual. 

 

Se nos governos anteriores, havia o "expurgo" em índices de inflação, índices de reajuste salarial e outros, no governo atual, manipulam-se indicadores, para mostrar um resultado na balança comercial fictício e irreal.

 

Temos que nos dar conta de que não temos uma seleção brasileira a altura para ganhar uma Copa do Mundo, enfrentando seleções que usam de tecnologia avançada, investem muito em educação (coisa que aqui não se faz) e não usam de manipulação de indicadores para mostrar uma imagem que não tem.

Uma seleção que vai a uma copa do mundo, dependendo da imagem que a midia criou em cima de um jogador e que não avaliou a capacidade de atuar em equipe, de crescer como grupo, até que foi longe e, se o foi, foi tão longe porque seus adversários anteriores foram menos preparados tecnicamente. 
Quando se enfrenta uma equipe tecnicamente preparada, que não se apoia no potencial de somente um jogador, que sabe atuar em equipe, cuja movimentação dos jogadores é sincronizada, que tem origem em um sistema de educação forte e que é altamente preparada tecnologicamente, tem que se ter minimamente um preparo equalizado de uma equipe. 
Não adianta culpar o Neymar, o Felipão, o Fred ou até mesmo a Dilma. Não estamos preparados tecnicamente com atletas e com uma cultura de educação voltada a resultados na ciência, na cultura, nas artes e no esporte e pronto! É isso aí. 
Resta-nos avaliar o que estamos fazendo como país, que governantes queremos e onde queremos chegar. Traçar metas a médio e longo prazo (a curto prazo de nada adiantará) e cumprir o planejamento previsto. 
Fomos derrotados, não por uma seleção forte e tecnicamente muito bem preparada. Fom