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IMAGEM E REPUTAÇÃO


O processo de evolução pelo qual passa nossa sociedade é tema de reflexão de muitos encontros, congressos e diversos eventos.

É importante sempre olhar para o quanto esta “evolução” nos torna relativamente vulneráveis.

Em um seminário do qual participei há algum tempo atrás, Arthur Bender, especialista em estratégia de marcas define como “envidraçada” a nossa sociedade contemporânea. Afinal, todo mundo vê todo mundo ao mesmo tempo e o tempo todo. Um pequeno descuido pode virar uma informação (verídica ou não) que circula pela WEB e ser visto por milhares de pessoas em questão de minutos ou, às vezes, até em segundos.

Aqueles que pensam que o Big Brother, programa de reality show transmitido pela Rede Globo é apenas um programa de entretenimento estão redondamente enganados. O objetivo é muito maior. Além de programa de entretenimento, é uma estratégia de marketing, mas é mais ainda uma forma de preparar a opinião pública para esta realidade de sermos observados o tempo todo.

Estima-se que a quantidade fotografias tiradas atualmente, em dois minutos, equivale a total de fotos tiradas durante todo o século XIX. É impossível identificar a quantidade de fotografias tiradas atualmente, mas há alguns pontos de triangulação, que permitem algumas conclusões.

O Facebook afirmou, em 2015, que dois bilhões de fotos são compartilhadas em seus sistemas, por dia, por 1,4 bilhões de usuários. O whatsapp, em abril de 2014, revelou que lidava com 700 milhões de fotos por dia, por 500 milhões de usuários. Se considerarmos que só o whatsapp já passou de 900 bilhões de usuários, podemos ter uma ideia da dimensão imensurável de exposições que circulam na internet. Na WEB, o site Internet Live Stats indicava, em 2015, a existência de 1,7 bilhões de sites/páginas na internet.

Em 2001, um estudante Filipino-Americano montou uma imagem, utilizando a figura de um dos bonecos do antigo programa Vila-Sésamo (o malvado Beto), uma espécie de personagem em forma de fantoche. O estudante associou este boneco ao arqui-inimigo norte-americano Bin Laden. Esta imagem circula até hoje pela WEB. Um editor em Bangladesh, utilizou as imagens de Bin Laden capturadas, provavelmente por descuido. A Rede Televisão CNN espalhou as imagens pelo mundo, sem se dar conta da montagem realizada, o que gerou inúmeros sites e blogs com temas parecidos com “Vila-Sésamo e os Terrorristas”.

A empresa Children´s Television Workshop, detentora dos direitos sobre a imagem do personagem entrou com representações e o episódio gerou uma controvérsia internacional.

É de extrema importância que observemos o zelo pela imagem pessoal, lembrando que o que vai para a WEB é público. Corremos um alto risco com nossa imagem e vida pessoal exposta abertamente na WEB.

Imagem e reputação é um patrimônio precioso. Levamos muito tempo para construir a nossa imagem, mas podemos perdê-la muito rápido. No mundo profissional, reputação é fundamental. De nada adianta várias páginas em um currículo, se a reputação do indivíduo não dá confiança para que ele seja contratado. Quem contrata, quer pessoas confiáveis e reputação e confiança andam lado a lado.

O mercado atual é altamente competitivo. Em um mercado competitivo, das muitas ofertas existentes, escolhe-se a mais atraente. Assim também é no mundo profissional. As ofertas de profissionais são muitas. Serão escolhidos os profissionais mais qualificados e aqueles com melhor reputação. Se reputação gera confiança e, portanto, escolha, parece lógico que a falta de reputação gera desconfiança e, portanto, descarte.

Em um mundo competitivo como o atual, não se pode mais ser apenas “bom”, mas igual aos demais, que também são “bons”. Para sobreviver neste mundo competitivo de hoje, é preciso ser “excelente”. Ainda assim, não basta ser “excelente” e igual aos demais, que também são “excelentes”. É preciso ter um diferencial. Isto faz de você “excelente” e “único”.

Fica a reflexão: O que torna você “único” no mercado? O que você tem na sua reputação, que o diferencia dos demais? Qual a diferença que você faz no mercado competitivo?


Prof. Uwe Roberto Strauss

www.educadorpontocom.com.br


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