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PÁSCOA: NOVA VIDA COMO FILHOS DO PAI


O quadro ao lado é um quadro de Rembrandt, produzido em 1636, quando ele tinha 30 anos de idade.

Visualizando o quadro, vemos o drama do encontro do filho que saiu de casa e, ao retornar, mostrou-se arrependido. O pai corre ao encontro do filho, se inclina e o abraça.

O quadro é emblemático e, ao visualizar com atenção, é possível sentir a comoção do pai, que recebeu seu filho de volta.

Para entender a situação, o quadro mostra a hora em que o filho pródigo, que tinha abandonado o lar e gastado a sua parte da herança com festas, jogos e prostitutas regressa pobre, sofrido e arrependido, ajoelhando-se aos pés do pai, que o acolhe, enquanto o irmão ressentido o observa.

Há muitas interpretações sobre a função da arte. Não é minha função - e nem tenho formação para isso - dissertar sobre o objetivo da arte, mas uma convicção eu tenho. A arte expressa deve inspirar quem a observa.

Acredito que a pintura foi produzida sem cores propositalmente, de tal forma que a luz emane da figura paterna que acolhe o filho que estava perdido e foi encontrado, evitando que o colorido da obra ofusque a mensagem que ela transmite.

A beleza da obra e a riqueza da imagem está no abraço cheio de perdão e no semblante pai que abraça e recebe o filho de volta.

Esta cena está descrita no evangelho de Lucas, em Lucas 15.20b-24.

O pai percebe a aproximação do filho que estava perdido e corre ao seu encontro. O filho se ajoelha perante o pai e diz:

- Pai, pequei contra Deus e contra o Senhor e não mereço mais ser chamado de filho.

O pai responde:

- Este meu filho estava morto e tornou a viver. Ele estava perdido e foi achado.

O filho havia se separado e perdeu-se com o pecado. O encontro do pai com o filho representa a passagem da morte para a vida.

Deus, ou a figura paterna, é aquele que ama incondicionalmente tanto o filho pródigo que volta aos seus braços como ao filho obediente, porém egoísta e ressentido. E nós nos comportamos ora como o filho pródigo, ora como o filho ressentido. Somos amados e não nos lembramos, por isso nos afastamos de Deus ou nos tornamos egoístas.

Não foi diferente com Rembrandt van Rijn, que teve fama e fortuna em sua época, mas gastou tudo que podia com uma vida cheia de excessos e também era egoísta e interesseiro. Sofreu e perdeu dinheiro e família e, no final de sua vida, morreu só e pobre.

A nossa jornada é saber ser amado como o filho, mas amar como o pai.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, deixou a casa de seu Pai, no céu e veio até nós. Tornou-se como os seres humanos. O seu primeiro berço foi simples e pobre, um coxo de palha. Dedicou-se aos fracos, pobres, doentes, marginalizados, pecadores e perdidos, em nome de Deus.

Jesus Cristo foi condenado e morreu na cruz. Sentiu no seu próprio corpo a dor, a angústia e o abandono. Mas Deus considerou o seu sacrifício completo e o ressuscitou na manhã de Páscoa.

Do leito de morte, a sepultura, ressurge uma nova possibilidade de vida e a morte e ressurreição de Cristo nos permite termos comunhão com o Pai. Por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo, temos a possibilidade de retornar à casa do Pai.

No Evangelho de João, lemos que Jesus Cristo diz: "... se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". A ilustração do quadro de Rembrandt traz a metáfora do renascimento.

Em Mateus 18.3, lemos que Jesus diz: "Se vocês não fizerem o retorno e se tornarem como crianças, nunca entrarão no Reino de Deus".

Tornar-se criança de novo é renascer, é viver as Bem-Aventuranças pregadas por Jesus Cristo, no Sermão do Monte, é andar pelo caminho que conduz ao Reino de Deus.

Que nesta Páscoa, possamos renascer ou nascer de novo e crescer como filhos amados em direção à casa do Pai.

Prof. Uwe Roberto Strauss

EDUCADORPONTOCOM Capacitação e Desenvolvimento

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