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  • Uwe R. Strauss

O QUE PODEMOS CELEBRAR NA PÁSCOA?


Qual criança não acordou no Domingo de Páscoa, com os olhos brilhando, para procurar o seu ninho, com ovos recheados de amendoim, chocolates e outras guloseimas?
Estamos em uma época, onde a Páscoa é apenas mais uma data no calendário comercial e oportunidade para aumentar o faturamento do comércio.
Também estamos em uma época, onde os conceitos estão confusos, valores e princípio morais e cristãos não são mais observados com a mesma intensidade e respeito de outrora, o clamor por um estado laico cresce em uma intensidade fantástica e onde símbolos de religiosidade são vilipendiados, em favor de um discurso político e partidário, comparando Jesus Cristo com líderes nacionais ou, melhor dizendo, falsos líderes.
Mas seria este o verdadeiro sentido da Páscoa? Gosto de usar o exemplo do KINDEROVO para entendermos o sentido da Páscoa. É uma metáfora que mostra de forma didática o verdadeiro sentido da Páscoa.
O KINDEROVO já não tem mais a mesma saída como há alguns anos atrás, mas sempre foi um delírio para os olhos das crianças.
As crianças não tinham interesse na embalagem e na fina casca de chocolate que cobre o KINDEROVO. O que as crianças procuram é o que está dentro dele, aquilo que está no interior do KINDEROVO, um brinquedo para montar.
Páscoa é uma festa cristã que tem a sua origem naquilo que os hebreus denominavam na expressão hebraica "Pessach", que significava, na igreja primitiva, a "passagem", que tem a ver com a fuga do povo de Moisés do Egito.
Na era cristã, celebramos na Páscoa a ressurreição de Jesus Cristo, a renovação da vida.
O termo "Páscoa" vem do latim "Pache", que deriva do grego "Paskha" que, por sua vez, é uma adaptação da expressão hebraica "Peschad", que significa PASSAGEM.
Por isso, a metáfora do KINDEROVO. Ao abrir a embalagem, a criança tem a surpresa de encontrar um brinquedo, que lhe dá uma sensação agradável e traz alegria.
A ressurreição de Jesus Cristo, no Domingo de Páscoa, traz esta sensação, porém em uma proporção imensamente maior. Imaginar que alguém possa ser torturado e crucificado em uma cruz de madeira, onde permaneceu até sua morte, mas que ressuscitou, ou seja: nasceu de novo, é algo inédito e único. A sua ressurreição nos dá a graça do perdão de Deus, por intermédio de seu filho Jesus Cristo, que morreu para que pudéssemos ser salvos.
Nós já fomos salvos e o sinal desta graça está na cruz de madeira, agora sem o Cristo crucificado.
Vivemos em um mundo contemporâneo, onde tudo acontece muito rápido. Não é por menos que falamos tanto na "modernidade líquida", de Zygmunt Bauman". Vivemos em um tempo onde tudo é relativo, mas ainda vivemos em um tempo onde há um apego maior à embalagem e menor em relação ao conteúdo.
Talvez, por isso, a Páscoa possa nos lembrar que o termo "passagem" relativo à Páscoa é contemporâneo e muito atual.
Tudo é líquido, tudo é passageiro. O que não pode ser passageiro é a nossa fé.
Prof. Uwe Roberto Strauss
EDUCADORPONTOCOM Capacitação e Desenvolvimento
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