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COMO IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS NA INTERNET


Você já deve ter recebido uma mensagem no Whatsapp ou no Facebook, comentando que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é dono da Friboi ou que uma determinada marca de carros, estaria sorteando um carro luxuoso, desde que você compartilhe a mensagem, ou ainda sobre o espírito de uma pessoa que apareceu no plano de fundo de uma fotografia.

Se recebeu, você foi uma das muitas vítimas dos boatos da internet.

Aparentemente inofensivos, já houve boato que gerou agressão a pessoas ou até assassinadas, por conta de boatos na internet.

Quando a internet ainda engatinhava, a comunicação ocorria com muito mais frequência via e-mail. É neste ambiente que se proliferaram os primeiros "hoax", palavra em inglês que significa embuste ou farsa. Um "hoax" é uma mentira elaborada, com o propósito de enganar pessoas.

Um "hoax" também pode ser usado para aplicar uma pegadinha em alguém. Porém, o mais grave é quando um "hoax" tem como objetivo enviar um arquivo de vírus ou um arquivo para roubar dados pessoais.

Uma forma de "hoax" é o que denominamos "Pulha Virtual", que não deixa de ser um boato, mas com uma finalidade específica. As Pulhas Virtuais eram muito difundidas quando as redes sociais ainda não tinham a força que têm hoje e o uso de e-mails era o meio eletrônico de maior uso para a comunicação entre pessoas e organizações. A Pulha Virtual é um "hoax" com cunho apelativo, mas não passa de um boato. Porém, traz um apelo para que a mensagem seja compartilhada com o maior número de pessoas possível, visando "trancar" a internet.

Obviamente, nos dias atuais, com o avanço da tecnologia e da velocidade da internet, "trancar" a mesma com a divulgação de pulhas virtuais dificilmente será um objetivo alcançado. Mas, as pulhas virtuais continuam sendo divulgadas.

Com o crescimento do alcance das redes sociais, nos últimos anos, tem crescido também a divulgação de notícias falsas, boatos, pulhas virtuais e hoax.

Para não cair nas notícias falsas, boatos, pulhas virtuais e hoax e ficar compartilhando mentiras nas redes sociais, seguem algumas dicas:

1) Observe a manchete ou chamada: Boatos frequentemente apelam para uma chamada apelativa, com um cunho de calamidade. Se a mensagem iniciar com uma chamada apelativa ou dramática, desconfie.

2) Observe a URL do site: É comum os boatos serem divulgados em sites semelhantes a outros sites de veículos de imprensa autênticos e conhecidos. Pesquise a URL. Veja o site. Verifique se no site são identificados os responsáveis e autores. Sites confiáveis e sérios, geralmente tem uma seção parecida com "Quem Somos Nós". Se não puder identificar o(s) autor(es) ou proprietário(s), desconfie do site. Sites com URL estranha, domínio simulando sites de veículos de imprensa ou domínio com nome esdrúxulo são indicativos de que a notícia não é confiável

3) A notícia tem fonte? É comum a divulgação de notícias falsas em imagens montadas e sem indicação da fonte. Se não tem fonte, desconfie.

4) Erros de digitação: Se a notícia possuir erros de digitação ou caracteres estranhos, desconfie da veracidade. É muito provável ser boato, mentira. Se na notícia ou imagem tiver um link, evite clicar nele. O link poderá levar você até uma página que contenha vírus ou malware.

5) Observe as fotografias: Notícias falsas com frequência utilizam fotos ou vídeos manipulados. Fique atento! Um bom recurso para conferir se a foto é verdadeira, se ela pertence de fato àquela notícia ou se é uma montagem, é o Google Imagens. No Google Imagens, você pode rastrear uma imagem ou fotografia na internet. Se estiver usando o Google Chrome, clique no canto superior direito em "imagens". Na linha de busca "Search" busque a imagem que você quer rastrerar. Se a imagem estiver em outros sites, o google mostrará.

6) Busque outras informações: Antes de compartilhar, selecione uma palavra chave e verifique outras notícias sobre o tema, no google. Se a notícia, que parecia relevante, realmente for verdadeira, certamente haverá outros sites comentando o assunto. Caso contrário, desconfie.

7) É notícia real ou é sátira? Há muitos sites de sátiras, que dão outro contexto a uma determinada notícia. Verifique pela URL se o site não é um destes. Neste caso, se quiser compartilhar, compartilhe como sátira e não como notícia.

8) Apelo: É comum que as notícias falsas ou boatos terminem com um apelo para que você compartilhe, para que mais pessoas saibam.

Em geral, se a mensagem terminar com o apelo para compartilhar, é muito grande a probabilidade de ser mais um boato ou pulha virtual.

Não seja mais um a compartilhar notícias falsas e boatos, ainda que ingenuamente. Pense de forma crítica e compartilhe apenas o que você tem certeza que é verdadeiro.


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