© Todos os direitos reservados
     Criado por:

WERKSTATT STUDIODESIGN

EDUCADORPONTOCOM Capacitação e Desenvolvimento é pessoa jurídica, registrada no CNPJ sob o nº 27.900.272/0001-02
Rio Grande do Sul - Brasil
Buscar
  • Admin

O QUE PODEMOS ESPERAR DE 2016?


Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra,

mas quando o ímpio domina, o povo geme.

Provérbios 29:2

Estamos sendo bombardeados diariamente com notícias de descaso com o que é público, de má gestão dos recursos públicos e, ainda pior, escândalos sobre supostos desvios de recursos públicos em prol de algumas pessoas beneficiadas, entidades e partidos políticos.Diante deste cenário, o que esperar para esta reta final do ano de 2015 e para o ano de 2016?O Brasil passa por uma das crises mais sérias dos últimos tempos. Certamente aqueles que viveram as sucessivas crises nos anos 80 e 90, sem falar na crise de censura iniciada nos anos 60 e 70, passaram por diversas situações.A crise atual tem um componentes a mais: é uma crise ÉTICA.Vários são os componentes da crise atual. Há aqueles elementos que são originados da má gestão pública dos últimos anos e que tem solução, se forem tomadas medidas técnicas severas, rigorosas e profundas.Também há aqueles elementos que dependem da socieadade e dos nossos políticos. Grande parte destes elementos são oriundos dos gastos gerados a partir da Constituição Federal de 1988.Ao dizer isto, não pretendemos admitir que estes gastos são excessivos e que a Constituição Feeral de 1988 não trouxe avanços para a população.Porém, são gastos que necessitam de uma gestão eficaz. Para gerir estes gastos, dependemos da normatização de nossos legisladores.Em um país democrático,nos permitimos eleger livremente pessoas que nem sempre entendem destas coisas e se entendem de algumas, não entendem de outras.Geralmente pessoas são eleitas, porque são "boas de voto". Mas pessoas "boas de voto" nem sempre são boas gestoras de coisas tão complexas.Os governantes devem ter como meta principal garantir as condições mínimas à população, especialmente em áreas que são básicas e vitais: saúde, segurança, educação e saneamento.Para isso, os gestores públicos recolhem impostos e taxas, que proporcioname condições de orçamento para fazer frente às despesas e investimentos do Estado. Entenda-se que, quando falamos em Estado, não estmaos falando na área geográfica, estamos falando em nós. Nós somos Estado.O que temos hoje?Em se tratando de SEGURANÇA, temos uma Força Armada com pouco mais de 320.000 ativos (2014), algo em torno de 500.000 policiais civis e militares e mais de 470.000 empregados em empresas de segurança privada.A estrutura e equipamentos está sucateada.Em se tratando de SAÚDE, estamos perdendo as esperanças com o SUS - Sistema Único de Saúde que, salvo algumas exceções pontuais, está em estado de falência. Por outro lado, há mais ambulâncias e motoristas do que gente para ratar dos doentes. Acabamos recorrendo a planos privados e, quando necessário e urgente, pagamos uma consulta particular mesmo.O quadro fica mais grave, quando avaliamos a EDUCAÇÃO. O dinheiro previsto para este setor deveria ser o suficinete para fazê-lo funcionar, mas não funciona.Como resultado, somos bombardeados com notícias de escolas necessitando reformas, algumas em estado de verdadeiro caos.Novamente, percebemos que quem gerencia este setor são pessoas "boas de voto", não necessariamente técnicos e especialistas nesta área.A área de SANEAMENTO talvez seja a que menos problemas tenha. Mas é a que mais utiliza da iniciativa privada, de forma terceirizada.Aos que já se encontram desconfortáveis ao ler até aqui, entendam que este cenário não é recente. A nossa herança vem desde a "vinda da corte" ao Brasil, com D. João.Almejamos ser um país de primeir mundo, mas ainda não nos livramos da cultura colonialista e continuamos dependendo do que vem de fora.Desde 1988, índices estão estabelecidos e não ocorrem revisões, com base no crescimento populacional e na distribuição da população. São as reformas estruturais de que tanto necessitamos.Há alguns anos já vem se percebendo a descendência da curvatura da população juvenl em idade para frequentar o ensino méido e os governos continuam investindo em estrutura física para receber esta população que não vem aumentando. Por uma razão muito simples: já fazem anos que as famílias estão tendo menos filhos e esta população atualmente está na faixa etária do ensino médio. Ou seja: menos crianças nasceram há 13-15 anos atrás. Portanto, teremos menos jovens no ensino médio a cada ano que passa. E os governso continuam investindo em estrutura para absorver esta população que sabidamente não existe.Nos próximos anos, uma realidade é fato: menos pessoas estarão na idade "produtiva" e mais pessoas estarão aposentadas.Os governos estão preocupados com as crianças (e com razão), mas esquecem das políticas públicas para uma faixa que cresce ano após ano, os idosos.A matemática é simples. Menos famílias gerando mais filhos, levam a uma população que vai envelhecendo a cada ano que passa.Voltando a uma realidade mais "micro" do que a leitura anterior, de amplitude "macro", depoimentos de especialistas acenam com um cenário composto por "nuvens negras".Temos a herança de um cenário do período 2011-2014, composto por uma inflação média da ordem de 6,2% ao ano, crescimento do PIB ao redor de 2,1% e um déficit acumulado em transações correntes de, aproximadamente, US$ 279,0 bilhões, um superávit primário reduzino anualmente e uma economia em estagflação (recessão com inflação elevada).Nos últimos anos, o resultado fiscal primário (receitas - despesas do governo em relação ao PIB) caiu ano após ano: 3,1%, 2,4%, 1,9% e -0,6%.Para 2016, a previsão orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional sinaliza, de forma inédita, um déficit da ordem de R$ 30 bilhões. somente este indicador já seria o suficiente para acenar com o que nos espera em 2016. Há alguns dias, a classificação do país caiu na escala da classificação de rating, classificando-o como um país com risco de não honrar seus compromissos.A crise política e institucional paralisa a agenda de reformas estruturais tão necessárias no Congresso Nacional.O nosso estado encontra-se e grave crise fiscal, inviabilizando qualquer possibilidade de investimentos e avanços.Os especialistas não acenam para um quadro favorável para 2016: desemprego crescendo; consumo das famílias com tendência de continuar caindo: redução da renda disponível, em virtude de concretas sinalizações de aumento de impostos; investimentos praticamente inexistesntes e desequilíbrio das contas públicas.Gestão é algo extremamente complexo. Não se tem a certeza dos cenários que vem pela frente, mas com um gestao qualificada podemos fazer uso de indicadores e informações que podem auxiliar a tomada de decisão. De qualquer forma, em gestão é necessário utilizar de uma matemática simples. Administra recursos é uma conta de adiçaõ e subtração. Os nossos gestores públicos não estão sabendo fazer isso. Como consequência, nós sempre acabamos pagando a conta.Há duas pontas one pode se atacar para sanar o problema de gestão: na ponta das saídas, cortando despesas e reduzindo investimentos ou na ponta das entradas, aumentando receitas, com a busca de alternativas produtivas.Para fazer frente a este cenário nada promissor, é urgente fazermos a nossa parte e não esperar pelos nossos governantes. Fazer a nossa parte em casa e no nosso trabalho, cortando despesas e buscando alternativas de receita que possam aumentar as nossas reservas.


1 visualização