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A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS É O PRODUTO QUE A ESCOLA "VENDE". QUAL O PAPEL DO GESTOR NA ENTR


Qual, afinal, é o produto da escola? Esta discussão é recorrente no estudo em encontros, cursos, congressos, seminários e reuniões.

A escola faz parte do mercado. Independente da origem ou da sua constituição, se a escola é pública, privada, comunitária ou filantrópica, não há como não considerar que ela está inserida no mercado. Portanto, se faz parte do mercado, ela "vende" um produto.

Mas, que produto é este? Qual é o produto da escola? Conhecimento? A aprendizagem dos alunos? Educação?

A escola é uma instituição que presta serviços. Que serviços são estes? Educar? Ensinar?

Estes são conceitos complexos, Mas, a escola precisa identificar qual o seu foco, sob pena de realizar várias coisas e não realizar bem nenhuma delas. A escola, portanto, precisa ter clareza sobre isto. O que ela realmente faz? O que realmente a escola vende?

Pessoalmente, esta pergunta tem me perseguido por muito tempo, até que firmei posição em relação ao tema.

Tendo esta posição formada pessoalmente, vou seguir nessa linha. Na escola, nós vendemos "PROCESSOS". A aprendizagem, por sua vez, é resultado desses processos. Nós não interferimos na aprendizagem, nós interferimos nos processos. A aprendizagem vai ter maior ou menor qualidade, quanto mais eficácia tivermos na gestão dos processos.

Vender processos tem muio a ver com a escola. A escola recebe o aluno, que vem com uma bagagem de conhecimentos trazida de casa. A escola estabelece os processos pelo qual o aluno passa e obtemos resultados, que são resultados de um processo.

Nesta linha de raciocínio, estabelecer processos na escola, significa lidar com todos os personagens deste processo. O processo de ensinar ou educar requer pessoas.

Precisamos de pessoas para ensinar (professores), pessoas para aprender (alunos), pessoas que desejam um resultado (pais e alunos) e que confiam os seus filhos aos processos da escola.

Para organizar estes processos, a escola ainda requer pessoas responsáveis pelo funcionamento dos processos (gestores), na condição de Diretores, Coordenadores e Auxiliares de Administração.

Uma das muitas coisas que aprendi na Direção de escolas, é que "a escola tem a cara do(a) Diretor(a). Se este é organizado, a escola também o será; se ele é pontual, a escola também manterá pontualidade nas suas atividades; se o(a) Diretor(a) preza pela eficiência e qualidade, a escola também será eficiente e terá qualidade.

O gestor deve ser responsável pelos processos da escola, cuidando, zelando pela qualidade dos serviços, sendo empreendedor, tendo visão de longo alcance e visão de futuro. Enfim, considerar que as pessoas não são o produto da escola, mas fazem parte de um processo. E, como escola, gerimos estes processos. Os processos de ensinar e aprender.

Este é o ponto que diferencia uma visão mercantilista e uma visão humanista da escola: saber lidar com aqueles que são os principais personagens dos processos na escola, o ser humano.

Este ser humano tem emoções, desejos, angústias, ansiedade e frustrações. Enfim, o ser humano é complexo.

Lidar com o ser humano exige da escola a capacidade de ter paciência para o amadurecimento de processos e saber interferir adequadamente nos processos de aprendizagem, para sanar as dificuldades e eventuais imperfeiçoes.

É preciso saber lidar com os processos da escola, entender o ser humano e saber como ele age, reage e, principalmente, como aprende. Somente assim podemos contribuir para que a escola possa "vender" o seu produto com qualidade e eficácia.

Leia mais: http://www.educadorpontocom.com.br/news/a-aprendizagem-dos-alunos-e-o-produto-que-a-escola-vende-qual-o-papel-do-gestor-na-entrega-desse-produto/


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