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MUDANÇA E RESILIÊNCIA


Minha mãe sempre contou uma história, de que na minha infância, em uma idade da qual sequer tenho a menor lembrança, quando eu via malas, ficava com dor de barriga e com febre, pois malas significavam mudanças.

Novamente mudar de lugar? Esta prática se repetiu por muitas vezes. Desde que me conheço por gente, acho que já mudei de casa em torno de oito a dez vezes, além daquelas da minha infância, das quais não tenho lembrança, mas sei que ocorreram.

A mudança mais remota da qual me lembro, ocorreu antes dos meus seis anos de idade. De lá para cá, não lembro mais ter medo de mudanças. Talvez já seja algo enraizado em mim.

Medo de mudar tem a ver com o desconhecido e está ligado a nossa imaginação: imaginar o quanto será difícil o novo ambiente, novas pessoas, novos desafios. Mas também tem a ver com a falta de imaginação, ou seja: nossa falta de capacidade de imaginar o quanto uma mudança pode ser estimulante e quanto novos espaços e pessoas podem ser motivo de novas alegrias (ou não).

Ter colocado “(ou não)” no parágrafo anterior, foi proposital. Mudar assusta. Sempre temos um “mas” que coloca ressalvas nas expectativas de mudanças.

Mudar, no entanto, nem sempre significa “ir para frente”, “ir a outro lugar”. Mudança pode ser “voltar para trás”, ir a um estágio anterior. As vezes, voltar atrás, pode significar preparar-se para ir para frente novamente.

No latim, o verbo “resilire” significa “voltar para trás” ou “voltar ao estado natural”.

A Física e a Engenharia utilizam o termo “resiliência” que pretende ter o significado “propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica”.

No ambiente corporativo, no meio empresarial, nas organizações como um todo, o termo “resiliência” passou a ser empregado com maior frequência nos últimos anos. As empresas procuram pessoas “resilientes”. Mas o que significa ser resiliente?

O dicionário traz, ainda que em diversas formas de redação, uma explicação para a palavra resiliente, com uma aproximação do conceito de que resiliência é o poder de recuperação, a capacidade de suportar pressão.

Mas, atenção, resiliência não tem o significado de “ser passivo”, para aguentar a pressão.

Eduardo Carmello, Consultor Organizacional, Diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos e autor do livro “Resiliência – A Transformação Como Ferramenta Para Construir Empresas de Valor”, da Editora Gente, define que resiliência é a capacidade de:

- Promover as mudanças necessárias para atingir os objetivos da empresa;

- Manter as competências e habilidades, mesmo diante das adversidades;

- Antecipar crises, prever adversidades e se preparar para elas;

- Ter firmeza de propósito e manter a integridade.

Conheço várias empresas e organizações, com uma história de prosperidade, mas que sucumbiram, porque não tiveram a capacidade de promover as mudanças necessárias para continuar crescendo.

Profissionais precisam estar preparados para mudanças constantes. E, se as mudanças não foram feitas a tempo, devem ser feitas, antes que seja tarde demais.

Os ambientes e os cenários mudam com uma velocidade maior nos dias de hoje. É preciso estar preparado para as mudanças necessárias, para que se possa enfrentar novos cenários e aproveitar oportunidades que surgem.

Segundo o Gartner Institute, há cinco princípios da organização resiliente. São eles: a) liderança, b) cultura, c) pessoas, d) sistemas e e) ambiente de trabalho.

1. LIDERANÇA: Aqueles que exercem a função de liderança devem determinar as prioridades e assumir os compromissos para instalar o processo, para tornar a organização resiliente;

2. CULTURA: A cultura de uma organização deve ter como base valores positivos e motivacionais. Compartilhar experiências, praticar a aprendizagem e buscar caminhos para otimizar os processos organizacionais são práticas essenciais na organização resiliente;

3. PESSOAS: As pessoas é que tornam uma organização no que ela é. Para se tornar uma organização resiliente, os funcionários devem ser adequadamente selecionados, motivados, apoiados, equipados e liderados para ultrapassar qualquer obstáculo ou catástrofe;

4. SISTEMAS: Ganham agilidade e flexibilidade as organizações que combinam um ambiente de trabalho altamente distribuído com uma infraestrutura de Tecnologia da Informação robusta e colaborativa;

5. AMBIENTE DE TRABALHO: A flexibilidade e a agilidade são essenciais em um ambiente de trabalho. Todavia, é importante avaliar constantemente a segurança e o conforto do local de trabalho.

Em um mundo com mudanças em alta velocidade e ritmo frenético, usar uma postura resiliente pode fortalecer uma organização. Ou seja: voltar ligeiramente atrás, rever os seus processos, reorganizar os processos e seguir novamente adiante pode livrar uma organização de um estágio sem volta no futuro.

Mudanças causam medo, trazem receio, exigem sair da sua “zona de conforto”, mas são necessárias.

Com o tempo, mudar de casa e de cidade não me trouxe mais medo algum. Mudar passou a acenar com novas oportunidades e novos desafios.

Prof. Uwe Roberto Straussurstrauss@terra.com.brwww.educadorpontocom.com.br

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